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Governo de Rondônia debaterá redução de emissões de gases em seminário que valoriza ativos ambientais

10 de outubro de 2019 | 300141132

Resex Rio Preto Jacundá: experiência com REDD+ será mostrada durante seminário da Sedam este mês, em Porto Velho

Crédito de carbono e governança climática estão na pauta do seminário aberto Oportunidades REDD+ de Rondônia para Amazônia, dia 23 próximo, em Porto Velho. Entre os convidados especiais, aqui estarão oito secretários estaduais de meio ambiente da Amazônia Legal. Eles participarão de sessão restrita no dia 24.

A Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) promove o evento no auditório da Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), com fortes parceiros: o Instituto da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRIO), Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD), Ecoporé, Rio Terra, Kanindé e Instituto de Conservação e Desenvolvimento Ambiental do Amazonas (Idesam).

Coube ao Idesam apresentar ao público do seminário – técnicos, ambientalistas, economistas, potenciais investidores, acadêmicos e entidades em geral – o que é Governança Climática.

A BVRIO lançará nesse dia a Plataforma Online de ativos ambientais. No seminário haverá cerimônia de posse dos membros do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas. Quarenta empreendedores em ativos ambientais foram convidados.

“Vamos tratar da castanha ao pirarucu e crédito de carbono. O BVRIO lançará a plataforma online de ativos ambientais”, anunciou o assessor ambiental e coordenador dessa área na Sedam, Eliezer de Oliveira.

Quarenta empreendimentos estão contatados pela Sedam. O seminário será aberto pelo secretário do meio ambiente Elias Rezende, com a presença do presidente do Fórum dos Secretários de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e do secretário executivo do Green Climate Fund Brasil [GCF, sigla de Fundo Verde do Lima], Carlos Aragon.

Sedam e BVRIO debaterão a governança climática na sessão 1, das 9h30 às 11h do dia 23, durante o painel Florestas e Clima: uma estratégia para o desenvolvimento de baixo carbono em Rondônia. Em seguida, das 9h30 às 11h, o gerente do Idesam, Pedro Soares, explicará a estratégia operacional e financeira do REDD+ para o estado.

GOVERNANÇA CLIMÁTICA

O projeto de Governança Climática* nasceu de uma exigência de política pública sugerida pela Força Tarefa de Governadores para o Clima e Floresta (CGF), organização internacional da qual o Estado de Rondônia é signatário, e que trabalha para proteger as florestas tropicais, reduzir as emissões de gases de efeito estufa resultantes do desmatamento e da degradação florestal, e para promover ações concretas para o desenvolvimento de atividades compatíveis com a manutenção das florestas.

Na sessão 2, das 11h às 13h, os participantes ouvirão o diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), com o tema O papel do setor privado: compromisso, inovação e disrupção. Em seguida, a representante do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável [CEBDS], Karen Oliveira, aborda Uma proposta para o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões.

Gustavo Souza, do CDP [organização global que oferece o maior sistema de reporte de dados ambientais do mundo] mostrará oportunidades de participação do setor privado. A perspectiva de Rondônia será comentada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia, Hélio Dias, e pelo vice-presidente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Fiero, Evandro Justo.

Experiências de REDD+ em Rondônia serão mostradas das 14h às 15h, na sessão 3. Entre os exemplos, se destacam a Fazenda Manoa e a Reserva Extrativista Rio Preto Jacundá, criada em 1996, onde se trabalha atualmente para evitar o desmatamento de 35,2 mil hectares, correspondentes a um total 12,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono [CO₂] que não deverão ir para atmosfera.  Isso se dará por meio de acordo de trabalho com instituições governamentais ambientais e fiscalizadoras. A Resex tem partes nos municípios de Cujubim e Machadinho d’Oeste.

Falarão: o coordenador de projetos da Biofílica [empresa brasileira especializada na conservação de florestas nativas a partir da comercialização de serviços ambientais], representantes do Projeto Reca [cooperativa agropecuária florestal], e o biólogo e doutor em zoologia Fábio Olmos, da Permian Gloval [especializada nas áreas de ciência, conservação florestal e gestão de ativos].

Às 15h30, um representante do Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento por Radar (SipamSAR) explicará o monitoramento das modificações da cobertura da Amazônia com imagens de radar de abertura sintética. No dia 25, especialistas debaterão o tema Uma Estratégia de Baixas Emissões de Carbono Baseado no Peixe.

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REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal ou, em inglês, Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation) é um conjunto de incentivos econômicos, com o fim de reduzir as emissões de gases de efeito estufa resultantes do desmatamento e da degradação florestal — mudanças que prejudicam a floresta e limitam seus serviços ambientais.

O conceito parte da ideia de incluir na contabilidade das emissões de gases de efeito estufa aquelas que são evitadas pela redução do desmatamento e a degradação florestal.

 

* A Governança Climática foi criada em 2008, com base em um memorando de entendimentos assinado por 38 estados e províncias do Brasil, Colômbia, Costa do Marfim, Equador, Espanha, Estados Unidos, Indonésia, México, Nigéria e Peru, visando promover a cooperação em assuntos relacionados à mudanças climáticas, controle do desmatamento, novas tecnologias e políticas públicas. Dela fazem parte os seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia, Roraima e Tocantins. O GCF baseia-se na premissa de que os governos estaduais têm atribuições e oportunidades únicas para fomentar iniciativas inovadoras, com vistas a reduzir as emissões e melhorar a vida das pessoas.

 

Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Montezuma Cruz e Rioterra
Secom – Governo de Rondônia

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